segunda-feira, 23 de novembro de 2009



Me ouve dizer que "não". Ver negar com o corpo inteiro. Me ver sem brilho e nada pisca.
Eu sumo e corro contra você. Tua voz me lembra o que eu esqueço.
Não nasci pra te viver de novo. Só te peço o que nao tens.
Todo momento eu digo que não estou contigo. Teu olhar com várias de mim.
Não sou o quadro que você pintou. Assino embaixo de outra imagem agora.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

LuluzinhaCamp-Ba


domingo, 18 de outubro de 2009




Ela não sabe até onde pode ir na mesma história. Ser várias para a mesma pessoa. Que tambem se multiplica em um sentimento. E toda vez se pinta da mesma cor, fazendo parte do romance.
Nunca tem fim quando se envolve as possibilidades.
Ela não sabe decidir e se encontra em qualquer enredo.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009



O cheiro passeia pela ponta do nariz e desce. O mesmo cheiro em todo corpo e em tudo que é ela.
No quadrado vê além do alcance do olho. E do outro lado toda a casa arrumada a sua espera. Corre entre o medo e a vontade a pega. E paralisa. Não tem mais palavra, não tem mais cor.
Só o desejo. A promessa que vem bela, que vem sufocando.
O mistério do próximo segundo é o sentido.
Enquanto espera.

terça-feira, 6 de outubro de 2009




A tarde passou devagar, acompanhando os gestos de quem a observava. Cheirava a sua dor. Calada como quem perde a vontade de dizer aquilo que nao lhe pertence.
A noite caiu e foi tombando no escuro que sentiu o vazio de um desejo roubado. Quer doar o que não é mais seu. E que continuar a ser oco. Ele compreende.

domingo, 20 de setembro de 2009





Muito mais do que as lembranças de antes de ontem.
O que carrega dentro de si tem a força que ultrapassa os olhos e os sentidos. Não ver o que de fato está na sua frente. Cabeça posta para um lado e inclinada. Ver o que está nas costas dos outros.
Há dias que no caminho encontra espelho. Seu reflexo, sua luz em outra dimensão. Parece impossível pegar o que lhe pertence.
É hora de decidir. Correr na frente do que é seu. Entre os cacos no chão, pegar o que foi dado. E montar de novo o seu presente.


foto MoFlickr

terça-feira, 15 de setembro de 2009




Mais uma noite e eu aceitei estar onde eu quis. Busquei um tempo em que eu fosse aquilo que era desejo. Daí subi no seu colo e aceitei seu carinho de alguém faminto.
Percebi que não me buscava em todas as vontades. E me pedia apenas a mim. Tudo que queria.
Meu corpo e um pouco de meu olhar.
Essa noite eu quero que me sirva , e não me desperdice. Essa noite eu quero ver seu copo transbordar. Qualquer um pode te beber.

foto de Niltim

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Pra CIMA e pra FRENTE


Um ano de seis cabeças. São duas pernas, todos os olhos, infinitas mãos. Muitas placas em estradas que parecem formar um único caminho. Cada um segue por uma trilha e nessa corrida toda casa é enfeitada. Uma batalha. Um turbilhão de conquistas.

1 ano da Agencia de Marketing de Guerrilha em Salvador. Frente!

terça-feira, 25 de agosto de 2009


Isso é meu tempo perdido. Aquilo que eu tenho mas não sinto como gasto. Me vejo parada na ponta das ondas. E o mar trabalha. Um tempo que vai e vem. Eu não uso.
Em pé nesse barco sou clara e na água minha responsabilidade. Tapar as portas para o mundo e fechar os olhos. E me ver tranquila. Sou fundo parado e escuro, rico e frio. Um coração que se enche de verdade. Uma mentira que o vento traz.
Meu tempo é uma história que se perde nas ondas. Eu não sou mar.


Fotos de MôFlickr

quinta-feira, 20 de agosto de 2009


Andando pelas ruas de pedra viu seu papel. Lembrou que havia deixado-o na janela. Queria que ele decidisse o que faria de agora em diante com o peso do pensamento tatuado em si.
Pensou mais um pouco e concordou com a ideia antiga de que o bom era deixar seu pensamento livre. O pensamento como um filho. Uma cria que se deixa ir. Nunca crer na possibildade de que seu pensamento a comanda. A serva de várias coisas des e organizadas.

Alimentar a mente, trilhar caminhos com ela é o processo de se doar para outra vida.
É amplo e pensa.

Pega o papel, amassa uma das pontas. Continua caminhando pela rua. Percebe que o dia ficou mais claro. É a dona de seus pensamentos.


Essa imagem é daqui