quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Rouca.

Falando Alto. Gritando sem abrir muito.

Abre Mesmo! Mostro de boca aberta e cheia de dente. não espero a morte chegar, mas sei que ela não falha. A perfeição da morte. Ela cala. Quieta. E tudo que sobra se abre mais.

E a voz na rua. Ainda rouca. Ouço de perto. Ouvem, alguns. Tapam os ouvidos outros. Os ouço. Não digo. Reajo. Não Gosto. Mal digo.



Não reagem. É a morte perfeita. E a nova vida é lenta. E eu grito rápido demais.




5 comentários:

Cafeína disse...

"gritando pra não ficar rouca, em guerra lutando por paz"... adorei

niltim disse...

Em nunca estar no meio da rua... como se quebrar as correntes ou queimar sutiã estivesse meio "demodé".

Então, perambula pela rua tal gata recém descoberta do mundo noturno e grita tal qual a moça que está na esquina, sem lenço, nem documento.

Ah! Clarice que está certa, sem identidade, sem esperança uniforme, sem descontinuidade de vazios!

O que gosto mesmo é essa coisa de não-ser-sendo ou criar novas imagens em espelhos quebrados... o "eu" diverso e mandar a morte pra puta que o pariu (chocadeira total!!!)

Taysynha disse...

Lindos textos xuxuzinha...esse está doce que só...

Larissa Santiago disse...

quanto mais grito, menos me ouçooo... isso eu sinto na pele, melhor, na gargantaa
parabens Xurisss
perfect!

edelzuite disse...

Quando li este texto, me veio a lembrança das mortes por violência que a vida moderna está oferecendo à humanidade. Algo que parece não se poder mais fugir. E ficar esperando, pra ver no q vai dar.Uma coisa já sem jeito de corrigir, mas q faz parte da vida e temos que nos acostumar. A alma de quem sofre grita, alto, muito alto, mas ninguém ouve , quer dizer ninguém tá conseguindo sanar. O problema é tão grande q já nos sufoca, talvez n haja mais a quem reclamar...
Lindo!!!