quarta-feira, 25 de junho de 2008

No céu de minha boca vive uma nuvem. Uma nuvem azul e amarela que passeia por mim a todo momento.

Tem dias frios que inunda minha boca com chuva forte e me faz alagar tudo ao redor. Dias que lavo o corpo e a nuvem se alivia por mim. Tem dias de grande festa de alegria que ela se dissipa em todo o meu céu e colore. Sorrio por dentro e extravaso por fora. É dia de correr e de plantar verdinhos em mim. Dias de fazer voar borboletas, cantar pássaros e acariciar felinos.
Nas noites sem lua é ela que clareia todo o caminho que as palavras percorrem e quando preciso é ela quem acalma as grandes letras nervosas. Desenha meu céu, se esconde de mim, preenche minha boca e se encolhe num cantinho quentinho.
Todo dia se veste para o meu sorriso e quando não consigo, dança para minha dor. Conseguindo grandes feitos.
Os dias de minha nuvem são sempre uma surpresa. Ela faz de meu céu, uma boca aberta para tudo que preciso. A brisa em mim. Os vôos rasos e a sensação de dias completos no mundo entre meus lábios.

3 comentários:

Larissa Santiago disse...

e que tal "eu vou enfiar uva no céu da sua boca, e aí? chupa toda, disse todaa"
:P
eita seu joaooo!

Rodrigo Carreiro disse...

Eu prefiro brisa à ventania

PatSodré disse...

Vento forte no rosto como numa corrida de bicicleta ou sopro vindo dos lábios ao dizer baixinho o novo caminho a seguir.

Não importa muito a intensidade, é importante ter a sensação de ser nuvem e ter boas rajadas de vento para me transformar...

Somos todos nuvens e ventos, nossos e dos nossos.