terça-feira, 19 de outubro de 2010

Explicação nenhuma isso requer.



Um vento bate e levanta papeis imóveis na mesa. No mesmo momento o pensamento desarruma as ideias prontas. Divide as partes de uma crença, separa cores primárias de uma pintura. Derruba estrelas do céu na boca. Me faz andar sem querer sair. E vejo aquilo que eu não precisava. E lembro daquilo que eu nem vivi. Uma alegria nova. Essa pessoa antiga. Já vejo mais. E os outros também. Aponto pra cima. Nem imagino, mas tenho sido aquela. Que nem dormia em mim...e agora me devora.


13 comentários:

daniayres disse...

Chorei. So isso.

Eve disse...

E irá continuar devorando, até o fim.
Pq isso é novidade.
Bjs!

Anônimo disse...

sorte dela

...

Larissa Nascimento disse...

Ulaláaa!!! Que coisa linda! Coisas do amor... =D

Van! disse...

Render-se a palavras tão belas...é fácil...
Idéias prontas desmoronam com a força do destino...
E em derrubando estrelas do céu na boca... pode ser um dos motivos da explosão dessa poesia.

Euro Azevêdo disse...

e eu, eu que não ouso explicar. =)

Ite Ramos disse...

Me arrepiei toda!!!
De repente o encontro consigo mesma????

PatSodré disse...

Antinanain!

ana f. disse...

!!!!!!!

Anami Brito disse...

O difícil de enxergar é o mais próximo de ver. Auto-conhecimento. Gostei muito do post. Já coloquei o blog na lista de favoritos.

Cafeína disse...

ai ai humpf

Zé Diego disse...

Adoro isso. quando é mágico a gente nem explica, apesar de tentar.

Tiago Medina disse...

E como pensamentos desarrumam ideias prontas, né?!