quinta-feira, 13 de outubro de 2011

arroto

Eu preciso aprender a arrotar. Nunca soube fazer direito.
Todos arrotavam. Alto, longe. E riam, e rolavam.
E eu rolava, mas forçava à toa, um estrondo que não vinha.
Um trovão sem medo. Um vazio instalado.

Um alívio que custava a chegar.
Eu preciso aprender a aliviar. E revidar meu som.
E correr aos gritos. E preparar de novo.

Um arroto meu, que eu vou ouvir e rir, e me jogar.

Ficar lá.
Até não sair mais nada.

2 comentários:

daniayres disse...

Nem tao ao pe da letra assim. Ja entendi tudo. Voce precisa aprender a arrotar.

Kinha disse...

Vai tentando que uma hora você consegue, rs